As "minhas" gentes I
MULHERES DE PRETO
Há muito que são velhas, vestidas
de preto até à alma.
Contra o muro
defendem-se do sol de pedra;
ao lume
furtam-se ao frio do mundo.
Ainda têm nome? Ninguêm
pergunta, ninguém responde.
A língua, pedra também.
Eugénio de Andrade in RENTE AO DIZER
Há muito que são velhas, vestidas
de preto até à alma.
Contra o muro
defendem-se do sol de pedra;
ao lume
furtam-se ao frio do mundo.
Ainda têm nome? Ninguêm
pergunta, ninguém responde.
A língua, pedra também.
Eugénio de Andrade in RENTE AO DIZER
1 Comments:
At 11:41 AM,
Ana Oliveira said…
Olhos de pedra os nossos quando as olham e não as vêm...
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